Estimulação ovariana: como é essa parte do tratamento da infertilidade?

A estimulação ovariana favorece a fertilidade da mulher por estimular um número maior de óvulos, em um único ciclo. É uma técnica de reprodução assistida que pode ser aplicada em diferentes situações. Mas para quem é indicada?

Cada caso é único, ainda que as causas da infertilidade sejam semelhantes. Assim, quando as tentantes estão há mais de 12 meses buscando conceber, sem sucesso, elas devem contar com orientação médica para uma avaliação individualizada.

Depois dessa análise detalhada, será possível encaminhar a paciente para o melhor tratamento e, assim, a estimulação ovariana pode estar entre as abordagens.

Vamos esclarecer melhor como ela funciona. Acompanhe!

O que é a estimulação ovariana

Para entendermos como a técnica funciona, é importante compreender como é o ciclo natural feminino. Em condições normais, a cada ciclo, eis o que acontece:

  • O ovário da mulher libera um só óvulo;
  • O óvulo fica dentro de um folículo ovariano, que se desenvolve;
  • Os outros folículos se perdem.

Em outras palavras, como é necessário apenas um óvulo para ser fecundado pelo espermatozoide, a sábia natureza descarta os demais folículos.

A ação da estimulação ovariana

Quando a paciente faz o tratamento que estimula seus ovários, os folículos que seriam descartados crescem, o que aumenta as chances de formação de embriões.

Isso é feito por meio de um tratamento hormonal, conforme indicação do médico especialista em reprodução humana.

Como é feita a estimulação

Dando continuidade à explicação, a estimulação hormonal é feita por meio de injeções subcutâneas. A seguir, confira algumas das substâncias utilizadas.

Análogos do GnRH

São medicamentos cujo objetivo é o bloqueio do pico de hormônio (LH), isto é, a interrupção temporária da ação natural da ovulação, que passa a ser controlada pelo médico, inclusive a data. As substâncias, que são aplicadas todos os dias, podem ser:

  • Agonista do GnRH;
  • Antagonista do GnRH.

Estimulantes da ovulação

A aplicação dessas substâncias também deve ser diária. O papel é promover o crescimento de folículos, ou seja, provocar a indução de superovulação. Alguns dos medicamentos podem ser:

  • Gonadotrofina Humana Menopausada (HMG);
  • Hormônio Folículo Estimulante recombinante (FSHr);
  • Hormônio Luteinizante recombinante (LHr).

Estimulantes da maturação dos óvulos

No caso dos estimulantes, o objetivo é o desenvolvimento dos óvulos dentro dos folículos. A administração deve ser feita em horário determinado pelo médico. A substância utilizada costuma ser:

  • Gonadotrofina (HCG)

Ultrassom para acompanhar

Cada estímulo da ovulação é monitorado pelo especialista em reprodução humana por meio do ultrassom, que é capaz de rastrear a ovulação.

No caso dos estimulantes da maturação dos óvulos, por exemplo, observa-se o desenvolvimento dos folículos ovarianos e a condição do endométrio – a parede que reveste o útero.

Técnicas favorecidas pela estimulação ovariana

A reprodução assistida reúne um conjunto de técnicas e, como mencionamos logo no início do texto, a indução da ovulação pode fazer parte de tratamentos diferentes de infertilidade.

Relação sexual programada

Uma das abordagens comuns para os casais que estão em tratamento para engravidar é o coito programado, associado à estimulação. Dessa forma, a mulher terá mais chances de conceber nas relações próximas à ovulação. 

Inseminação Intrauterina Artificial (IIU)

Na inseminação, após a indução da ovulação, os espermatozoides selecionados em laboratório são injetados, por meio de um cateter, no útero da mulher. O procedimento tem como objetivo que o processo de fecundação seja natural.

Fertilização in vitro (FIV)

Na FIV, depois que a paciente passa pela estimulação ovariana, o óvulo é puncionado para que seja feita a fecundação com o espermatozoide fora do corpo, ou seja, no laboratório. E, então, o embrião é introduzido no útero.

Injeção Intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI)

A ICSI é uma técnica semelhante à FIV, mas utiliza uma microagulha para fecundar o espermatozoide diretamente no óvulo.

Acompanhamento médico

É importante destacar que, seja qual for a técnica utilizada no processo de estimulação ovariana, a paciente deve ser totalmente amparada por um médico especialista em reprodução humana.

Como há diversas possibilidades – e cada caso é único –, o ideal é esclarecer suas dúvidas com o profissional. Envie sua mensagem clicando aqui.