As mulheres que estão enfrentando dificuldades para engravidar sabem que a Fertilização in Vitro, ou FIV, é um dos tratamentos que podem ser oferecidos na busca para realizar esse grande sonho. Esse procedimento envolve algumas etapas em laboratório até que o embrião possa ser transferido para o útero.

 É nesse momento que muitas tentantes ficam em dúvida, pois ouvem falar da tal transferência em blastocisto. Então, agora você vai entender quais são as etapas envolvidas na FIV e em que momento o blastocisto pode entrar em cena. Acompanhe!

Quais são as etapas da FIV?

 Quando a mulher ou o casal recorrem ao especialista em medicina reprodutiva, uma série de exames vão ser conduzidos, de forma a entender exatamente o que está dificultando a gravidez.

 E, assim, o médico irá definir o melhor tratamento individualizado, entre diversas possibilidades das técnicas de reprodução humana, como a Fertilização in Vitro.

 As etapas da FIV podem ter algumas variações conforme cada caso, mas em linhas gerais vou destacar as principais para vocês:

  • Indução da ovulação: quando a mulher faz uso de medicamentos (orais ou injetáveis) para que aumente o número de óvulos a desenvolverem 
  • Captação dos óvulos ou coleta ovular por meio do ultrassom transvaginal e uso de uma agulha específica. O procedimento é realizado em ambiente cirúrgico, sob sedação.
  • Coleta e preparação do sêmen;
  • Análise laboratorial dos gametas;
  • Inseminação (óvulos e espermatozoides em contato e incubados) ou Injeção Intracitoplasmática (ICSI);
  • Cultivo em laboratório por 2 a 6 dias – atenção, pois vamos voltar nessa parte mais adiante;
  • Transferência embrionária para o útero;
  • Teste sanguíneo de gravidez após 10 a 12 dias.

Então, resumidamente, essa é a FIV. E, agora, vamos explicar o item 6 mais detalhadamente, pois é nele que está envolvida a transferência em blastocisto.

O que é a transferência em blastocisto?

Na etapa da FIV de transferência embrionária, existem algumas características bem particulares. Mas é importante entender o que acontece antes disso, no cultivo embrionário, que é quando ocorre o crescimento dos embriões fecundados.

São poucos dias, mas fundamentais para o processo. Geralmente, damos o nome de D1  ao dia seguinte da coleta ovular e assim por diante. Conheça cada um a seguir.

D1

 É no D1 que se avalia se os óvulos foram fertilizados, a informação genética dos gametas se reorganizam e o ideal é que já se visualizem dois pró núcleos, que correspondem à fusão do material genético dos dois gametas

D2

No D2, começa o processo de divisão celular do zigoto. Primeiro, em duas células, depois, cada célula se divide resultando em um embrião em torno de quatro a seis células.

D3

Em D3, as divisões celulares continuam e neste dia o ideal é um embrião de 6 a oito células. Nessa fase, já é possível fazer a transferência para o útero.

D4

As divisões celulares vão continuando, gerando um aumento de células que, por sua vez, vão se compactando. Chamamos de “mórula” esse o processo de compactação celular, que permite conexões entre as células.

D5: transferência em blastocisto

Chegamos no ponto que você quer tanto entender. Entre o D5 e o D6, o embrião alcança o estado de blastocisto, com centenas de células.

A compactação das células (mórula) leva a essa divisão de cerca de cem células, distribuídas em dois grupos. Em um deles, a distribuição é pelo contorno periférico, que dá forma ao trofoectoderma. Já o outro grupo é a massa compacta unida ao trofoectoderma, isto é, Massa Celular Interna, que dará origem ao feto.

Na FIV, sempre faz transferência em blastocisto?

Na concepção natural, é no estado de blastocisto que o embrião vai para a o endométrio, a parede uterina – leia sobre nidação aqui. Já na reprodução assistida, ou melhor, na FIV, a transferência pode ser tanto no D5, como antes, no D3.

A transferência em D5 pode significar uma maior oportunidade de seleção embrionária, mas nem sempre é indicado prolongar essa cultura em laboratório, principalmente quando se tem poucos embriões. É por isso que cada situação deve ser avaliada muito individualmente, de forma a favorecer a gravidez.

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