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Gestação compartilhada: casais homoafetivos femininos podem se beneficiar

Categoria: Casais Homoafetivos

Você já ouviu falar de gestação compartilhada? Ela é possível para casais homoafetivos femininos que têm o sonho de gerar um filho e ambas serem mães. Essa é uma realidade permitida pelas técnicas de reprodução assistida, que beneficiam pessoas que, por algum motivo como a infertilidade, não conseguem conceber naturalmente.

Antes de falar sobre a gestação compartilhada, é essencial explicar o contexto atual dos casais homoafetivos no Brasil. Em 2011, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a  união estável entre casais homoafetivos, e, em maio de 2013, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou uma resolução que obriga todos os cartórios do país a celebrar casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Desde então, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os relacionamentos homoafetivos cresceram em 51,7% em relação ao primeiro ano de vigor da norma.

Assim, homens e mulheres e seus parceiros e parceiras conquistaram legalmente o direito de constituir uma família. E, assim, cresce o desejo de aumentar esse núcleo.

Gestação compartilhada para mulheres em relacionamento

A gestação compartilhada consiste em um procedimento de Fertilização in Vitro (FIV) em que se utiliza os óvulos de uma das parceiras. Com o sêmen de um doador anônimo, o embrião é transferido para o útero da outra mulher, que irá seguir com a gestação adiante.

O implante poderia ter sido feito na mulher doadora do óvulo. A diferença é que a gestação compartilhada faz com que as duas mulheres estejam envolvidas no processo, algo que agrada as futuras mamães.

Cada casal tem suas próprias escolhas

Entretanto, vale lembrar que, além da gestação compartilhada, existem outras opções para casais que sonham em ter filhos. O útero de substituição, por exemplo, favorece casais homossexuais femininos e masculinos. Quando ocorre a cessão temporária do útero, o embrião é transferido para a mãe que irá ceder temporariamente seu útero, mas os pais serão os doadores genéticos de óvulos e espermatozoides. A cessão temporária do útero só é permitida entre parentes de até quarto grau dos pais genéticos. Exceções podem ser avaliadas e autorizadas somente pelo Conselho Regional de Medicina.

É importante ressaltar que os casais homoafetivos masculinos também podem ser beneficiados pelas técnicas de reprodução assistida.

Congelamento de óvulos

O congelamento de gametas é um procedimento que serve de planejamento para futuro, seja para homens ou mulheres, héteros ou homossexuais. Após a coleta, os gametas são congelados, num processo conhecido como criopreservação.

No caso das mulheres, os óvulos são coletados após uma indução da ovulação. Então, eles são submetidos a uma variação de temperatura de 37ºC a -196ºC em menos de um segundo. O material congelado fica armazenado em nitrogênio líquido, podendo ser mantido assim por tempo indeterminado.

congelamento de óvulos é uma forma que as mulheres têm para refletir sobre o desejo de uma gravidez no futuro, ou mesmo para preservá-los por questão de saúde, como um tratamento contra câncer. Quando ela estiver em plenas condições mentais e físicas de saúde, ela poderá passar pelo processo de Fertilização in Vitro. Porém devemos ressaltar que o fato de ter óvulos congelados não garante em cem por cento uma gravidez futura.


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Dra. Claudia Navarro CRM 21.198 / RQE 38.556 Diretora clínica da Life Search e membro do corpo clínico do Laboratório de Reprodução Humana do Hospital das Clínicas da UFMG.
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