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Menopausa precoce: entenda o que acontece com o corpo

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Menopausa precoce atinge uma a cada cem mulheres, mas há técnicas que podem ajudar mulheres que querem ter filho

Menopausa precoce é uma condição que ainda desperta diversas dúvidas, inclusive sobre a possibilidade de uma gravidez utilizando técnicas de reprodução assistida. Até alguns anos atrás, a própria menopausa era um assunto pouco abordado, tanto na literatura científica como na leiga. Os sentimentos das mulheres em relação a essa época de suas vidas eram, em grande parte, negativos, decorrendo principalmente das alterações corporais que costumam ser características dessa fase.

Com o passar dos anos e os avanços da medicina, esse período da vida feminina passou a ser discutido e ganhou espaço em diversos meios. Entretanto, a menopausa precoce ainda é um termo pouco explorado no dia a dia, mesmo sendo uma realidade para muitas mulheres.

Climatério e menopausa

Antes de falarmos sobre menopausa precoce, é importante esclarecer que climatério e menopausa possuem significados diferentes. O primeiro é uma fase de limites imprecisos na vida feminina, ou seja, compreende a transição do período reprodutivo para o não reprodutivo, envolvendo a pre, peri e pós menopausa. Já a palavra “menopausa” se refere à última menstruação.

O período do climatério pode ser uma fase difícil para algumas mulheres. Podem surgir as inesperadas crises de calor, sudorese, palpitações, sono irregular, dor de cabeça, menstruação irregular e ansiedade. As ondas de calor ou fogachos, geralmente duram de um a cinco minutos e podem repetir-se diversas vezes por dia. A duração do climatério pode variar entre as mulheres, tendo uma média de três anos. Algumas mulheres passam por esta fase sem apresentarem nenhum sintoma, simplesmente param de menstruar.

Menopausa precoce: algumas explicações

Aproximadamente três milhões de mulheres em todo o mundo sofrem com menopausa precoce, isto é, antes dos 40 anos. Uma a cada cem mulheres tem sua menstruação interrompida antes dos 40 anos, e uma a cada mil, antes dos 30 anos. Normalmente, a parada de funcionamento dos ovários por esgotamento dos folículos ocorre quando a mulher está entre 45 e 55 anos de idade.

Além de anomalias cromossômicas, vários fatores podem levar à menopausa antes da hora. Dentre elas, algumas doenças autoimunes. Determinados tratamentos usados no combate ao câncer, como quimioterapia e radioterapia também podem levar a uma diminuição na reserva ovariana.

Tratamentos

Quanto mais cedo for diagnosticada a menopausa precoce, menores serão as consequências. Como prevenção, é fundamental que a mulher mantenha uma vida saudável com atividades físicas regulares e uma dieta rica em cálcio e pobre em gordura, para ajudar a evitar problemas gerados pela ausência dos hormônios.

Além deste estilo de vida mais saudável, algumas terapias são eficazes para combater os sintomas e as consequências da menopausa precoce. Mas é bom esclarecer que a terapia de reposição hormonal pode ajudar no alívio dos sintomas incômodos do climatério, mas não tem eficácia quando a intenção é engravidar.

Menopausa precoce: é possível engravidar?

A ciência ainda não descobriu uma técnica capaz de recriar óvulos após seu esgotamento, e, assim, evitar a menopausa precoce. Mas, no caso de desejo de gravidez, a alternativa é se usar as Técnicas de Reprodução Assistida através da doação de óvulos .

Nos casos em que se pode prever uma possível menopausa precoce (nos tratamentos com quimioterapia, por exemplo), uma alternativa é a preservação dos óvulos antes de seu esgotamento. Nesse sentido, o método atualmente utilizado é o congelamento dos óvulos. O congelamento de fragmentos de tecido ovariano, que contém os óvulos, ainda é considerado experimental, mas apresenta uma opção promissora para o futuro. Os óvulos congelados, serão posteriormente descongelados e  fecundado in vitro.

De toda forma, o mais importante é conversar com seu médico de confiança para indicar a melhor conduta para o seu caso.


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Dra. Claudia Navarro CRM 21.198 / RQE 38.556 Diretora clínica da Life Search e membro do corpo clínico do Laboratório de Reprodução Humana do Hospital das Clínicas da UFMG.
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