Muitas das tentantes, após meses ou anos de frustração, se deparam com a realidade de ter que conhecer a fundo todo o caminho que leva a uma gravidez. A nidação é uma dessas partes importantes envolvidas no processo de fecundação e, consequentemente, no começo da realização do sonho.

Desde muito cedo, aprendemos que, para engravidar, o óvulo precisa ser fecundado pelo espermatozoide, certo? Mas, para muitas mulheres que enfrentam a infertilidade, o processo, aparentemente simples, esconde algumas barreiras e até mistérios que dificultam no resultado positivo.

E, nas consultas com o médico especialista em reprodução assistida, as pacientes ouvem diversas terminologias, como a nidação, essencial para quem está tentando engravidar, naturalmente ou por meio de técnicas da medicina reprodutiva.

Como é o processo de fecundação

Para entender o que é a nidação, é preciso relembrar o processo de fecundação.

Em condições normais de saúde, o corpo da mulher começa um novo ciclo, a partir do primeiro dia da menstruação.

Passada a fase em que o endométrio (parede uterina) descama, hormônios femininos atuam para que os folículos ovarianos cresçam. Nesse processo de amadurecimento, a fase seguinte é a da ovulação, em que, por volta do 14° dia do ciclo, o óvulo é liberado pelo folículo.

A liberação acontece na tuba uterina, onde deve ocorrer a fecundação pelo espermatozoide.

Como é o processo de nidação

Em meio ao ciclo menstrual, mais precisamente na fase de ovulação, o corpo vai se preparando para abrigar os gametas que se uniram na trompa.

Em outras palavras, por ação hormonal, a parede uterina vai ganhando espessura e condições ideais e, então, o óvulo se move para o endométrio, onde deve se fixar.

Esse é o processo de nidação, também chamado de implantação. Ou seja, a confirmação da gravidez se dá justamente quando o óvulo fecundado está fixo no útero.

Características da nidação 

Depois que o óvulo é fecundado, o processo de nidação ou implantação leva, em média, sete dias, mas pode levar um pouco mais de tempo, até 13 dias.

Ao longo do período, algumas mulheres – nem sempre todas – podem apresentar pequenos sangramentos e cólicas.

Entretanto, algumas tentantes enfrentam dificuldades exatamente na fixação do óvulo, resultando na infertilidade. As causas que impedem a nidação são diversas, como alterações hormonais, inclusive de tireoide, entre outras que prejudicam o desenvolvimento ideal do endométrio.

Doenças como endometriose também podem estar associadas, mas apenas o médico especialista em reprodução humana será capaz de identificar o problema e avaliar as possíveis soluções.

Nidação na reprodução assistida

Nos casos das pacientes que recorrem à reprodução assistida para engravidar, o processo de nidação continua igualmente importante. Das técnicas mais simples às mais complexas, a implantação é o que irá determinar o começo da gravidez.

Para exemplificar, na Fertilização in vitro (FIV), em que a fecundação do óvulo pelo esperma é feita em laboratório, fora do corpo da paciente, o embrião que será transferido para o útero deverá contar com a fixação.

Para aumentar as chances de nidação, existem testes específicos, como o ERA (Endometrial Receptivity Array), capaz de identificar o momento ideal para a implantação.

Tentantes devem procurar ajuda médica

Mulheres que desejam engravidar, mas estão há mais de 12 meses sem conseguir o tão sonhado positivo, devem procurar um especialista em reprodução humana.

Existem diversos fatores que podem dificultar uma gravidez, não apenas falhas no processo de nidação. Portanto, é primordial contar com a ajuda médica para entender as causas da infertilidade e, assim, os caminhos para tratá-la.

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