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Vasectomia e laqueadura levam à infertilidade?

Após realizar vasectomia ou laqueadura é possível engravidar?

 

Quando são realizados, os procedimentos de vasectomia e ligadura de trompas, também conhecida como laqueadura, têm como objetivo interromper a fertilidade. Em geral, são procurados por pacientes que já tiveram filhos e não desejam ou não têm condições de aumentar a família.

Ocorre que anos mais tarde, ao mudar de parceiro ou melhorar a condição financeira, essas pessoas buscam reverter o processo para novamente ter a possibilidade de gerar uma vida.

Na maioria dos casos, a vasectomia e a laqueadura não levam a uma infertilidade definitiva. Ambas as intervenções podem ser revertidas, mas não em todos os casos.

Vamos entender melhor sobre isso!

Como funcionam a vasectomia e a laqueadura

Primeiramente, é preciso esclarecer o que significam esses dois termos.

A vasectomia é um procedimento simples, rápido e feito sob anestesia local. Ela corta o ducto deferente, responsável por transportar os espermatozoides do testículo e do epidídimo. Assim, fica impedida a passagem das células reprodutivas masculinas. 

Vale ressaltar que não afeta em nada o desempenho sexual do homem. 

Já a laqueadura visa impedir o encontro do óvulo com os espermatozoides. Por isso, as tubas por onde eles passam são amarradas, cortadas ou queimadas. É um procedimento mais complexo e tem um tempo maior de recuperação do que o masculino. 

Segundo a Lei do Planejamento Familiar, homens e mulheres que desejam se submeter a esse tipo de cirurgia devem ter mais de 25 anos e/ou dois filhos.

Em quais casos é possível revertê-los? 

Para se reverter uma cirurgia contraceptiva, é preciso avaliar o tipo de técnica empregada, há quanto tempo ela foi feita e os níveis de fertilidade do casal.

No caso da reversão masculina, os canais são “juntados” para se restabelecer a fertilidade. Porém, após algum tempo de realização da vasectomia, o corpo pode começar a produzir anticorpos antiespemartozoides que impedem uma gravidez natural. DICA: As chances para uma gestação espontânea são maiores se a reversão é feita antes dos 10 anos.

Se isso não acontecer, o paciente pode recorrer à fertilização in vitro (FIV). Os espermatozoides são aspirados e fertilizam os óvulos por meio da técnica de ICSI – Injeção Intracitoplasmática do Espermatozoide.

Para as mulheres, o sucesso da cirurgia de recuperação da laqueadura depende das condições em que as tubas se encontram. Há contextos em que os pedaços que foram cortados são tão grandes que impedem uma reversão do processo. Ao contrário, quando ela é possível, a chance de recanalização é de aproximadamente 80%.

Outro ponto importante a se considerar é o tempo de recuperação pós-cirúrgica. A depender da idade da mulher (quanto mais avançada, menor a probabilidade de engravidar naturalmente), esperar pode ser prejudicial para a fertilidade e saúde dela, já que aumentam os riscos cirúrgicos. Portanto, uma indicação de FIV pode ser a melhor opção.

É importante saber que as chances de êxito na reversão aumentam quanto mais cedo ela for realizada. Além disso, as técnicas de reprodução assistida podem ser alternativas mais interessantes e vantajosas. Mas para saber com certeza, recomendo a consulta com um médico especialista.

 

Tem outras dúvidas sobre o assunto? Fique à vontade para perguntar. 

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Dra. Claudia Navarro CRM 21.198 / RQE 38.556 Diretora clínica da Life Search e membro do corpo clínico do Laboratório de Reprodução Humana do Hospital das Clínicas da UFMG.
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