Preservação da fertilidade

Gravidez tardia não teria influência na saúde mental do feto

By 12 de dezembro de 2017 janeiro 24th, 2018 One Comment


Novo estudo espanhol busca rebater mitos da maternidade após os 35 anos

Não é novidade alguma que as mulheres têm postergado a hora de engravidar. Mas além da dificuldade de gerar um filho após os 35 anos, muitas delas temem que essa escolha possa trazer problemas à criança. Um estudo espanhol divulgado neste ano mostra que essa preocupação talvez possa ser reduzida.
Segundo os pesquisadores, a idade materna avançada – igual ou superior a 35 anos – não influencia na capacidade cognitiva das crianças. O estudo, publicado na edição de fevereiro do International Journal of Epidemiology, contou com a análise da habilidade cognitiva em crianças com 10 anos, geradas por mulheres naquela faixa. Os especialistas compararam três grandes estudos realizados na Inglaterra nos anos de 1958, 1970 e 2000 a 2002, com amostras de 10 mil crianças cada.
Outros aspectos
Apesar das boas notícias para as mulheres, é interessante destacar que, de fato, a fertilidade feminina reduz consideravelmente após os 35 anos. Por isso, é fundamental que a mulher faça seu planejamento familiar e reflita sobre o desejo de gerar um filho, mesmo que no futuro.
No estudo espanhol, os pesquisadores ressaltaram que o ambiente socioeconômico também é agravado pela fertilidade. Ou seja, o ritmo de trabalho das mulheres estaria também as estigmatizando como “menos enérgicas” e “mais cansadas”.
Nesse ponto, é essencial romper com um novo tabu e reforçar o poder de escolha da mulher como primeiro no processo da maternidade. Caso ela decida ter filho, o congelamento de gametas ainda jovem e a fertilização quando assim desejar e estiver em condições de saúde para tal, se ela tiver recursos para tal.